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Maravilhoso filme da segunda metade do século passado, recomendável
a todas pessoas de critério bem formadas. Trata-se de filme policial
indicado para sete Oscars que, embora de ficção e de violência
(minimizada para nossos tempos), consegue ser educativo, salientando
ensinamentos cristãos de extrema utilidade em quaisquer situações
e de aplicabilidade sempre recomendáveis. Em assunto que não
exige muita movimentação consegue envolver o espectador
pela excelência das imagens, concatenação das cenas,
emoção, originalidade das estórias baseadas em
crimes dos presidiários de SHAWSHANK. São fortíssimas
as cenas em que, dentre os novos prisioneiros, há a escolha pelos
homossexuais daqueles que serão cooptados para a prática
com ou sem violência.
No decurso do filme o ator principal, Tim Robbins, acusado de assassinato
da esposa, crime que jura não ter cometido, sofre “gozação”
dos seus colegas prisioneiros, eis que estes o ironizam dizendo que
“ali todos se confessam como inocentes”. Daquele tradicional
princípio sempre referido pelo meu antigo professor de ginásio
“não há males que para bem não venham”,
paulatinamente, no filme, vão brotando salutares ensinamentos:
a perseverança, consistente no trabalho da longa escavação
de túnel para fuga, com simples e pequeno martelinho! Ainda perseverança,
com inoportunidade, relembra a passagem evangélica da insistência
na oração (contínua e a destempo), pois Andy Dufresne
(Tim Robbins), quando bibliotecário na prisão, passa a
escrever semanalmente para senador objetivando verba para compra de
livros e recebe resposta somente após cerca de dois anos de correspondência!
A argúcia de Andy é tão saliente que entendendo
de leis tributárias, passa a ajudar até funcionários
e soldados, vindo a ganhar a confiança do chefão para
fazer as próprias escritas dele! Com o decurso do tempo e da
ajuda que vai aumentando, inclusive com os seus préstimos na
resolução dos problemas financeiros de “colegas”
e chefes, acontece a inesperada prisão de bandido que vai motivar
o desfecho do filme. Esse novo bandido traz a novidade de que esteve
preso com o verdadeiro assassino do amante e da esposa de Andy que,
com essa prova, poderá aspirar a liberdade. O filme chega então
ao seu desenlace, assinalando a que ponto pode chegar a crueldade humana:
o chefe da penitenciaria para não prescindir dos serviços
de Andy( e talvez por medo de eventuais denúncias sobre a própria
corrupção), simplesmente autoriza seus guardas fuzilarem
esse novo bandido. É o momento que Andy resolve fugir pelo túnel
que escavou levando o dossiê com a indicativa de toda a corrupção
do chefão. E com a habilidade que adquiriu nas transações
bancárias e na criação e correção
de documentos, no decorrer do tempo prisional, criou nome fictício
para si, tornando-se rico cidadão com toda a documentação
em ordem. Foi viver em lugar paradisíaco, não se esquecendo
de dar dicas para que seu companheiro, Red, então sendo liberado
pela condicional, fosse se encontrar com ele, em plena liberdade, motivando
o final feliz, agradável para o espectador em geral.
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